UEM cria graduações sem resolver problemas dos cursos atuais
Universidade aumenta cursos e vagas. Alunos chiam, alegando que instituição vive de “tapa-buracos”. Falta de professores e de equipamentos é a principal reclamação dos estudantes
O investimento em novas estruturas revolta os alunos de outras graduações, que há tempo pedem melhorias. A falta de professores é a principal reivindicação dos acadêmicos da unidade regional de Cianorte. Segundo o vice-presidente do Diretório Central de Estudantes (DCE), André Mechica Bellino, a UEM costuma “tapar buracos” com professores temporários.
“Hoje, a grade de professores está completa, mas apenas porque temos pessoas extremamente dedicadas, que se dispõem a dar aulas que não são sua especialidade para que os alunos não percam conteúdo”, explica Lygia Valezi, estudante do terceiro ano de Moda, em Cianorte.“Temos vários casos em que um mesmo professor tem seu contrato concluído e é obrigado a prestar o mesmo concurso pela segunda ou terceira vez para uma nova vaga temporária. Isso prejudica a qualidade das aulas, já que uma matéria tem de ser interrompida durante o ano até que haja outro professor para substituir”, reclama.
No câmpus de Cidade Gaúcha, a falta de professores efetivos e funcionários também causa problemas. Segundo o representante do Centro Acadêmico de Engenharia Agrícola, Rafael Luiz Panini, os laboratórios que foram construídos recentemente estão sem equipamentos e projetos. “Apesar de o curso ter um departamento e direção comprometida e eficiente, sabe-se que há falta de profissionais e isto reflete na formação destes acadêmicos”. Mesmo com as dificuldades no Departamento de Engenharia de Cidade Gaúcha, cinco das novas graduações abertas para o ano de 2011 são nessa área: Engenheira de Alimentos, Engenharia Civil, Am biental, Elétrica e de Pro dução.
O assessor especial para os câmpus regionais da UEM, Raimundo Pinheiro Neto, reconhece que falta a reposição de professores e agentes universitários. Segundo ele, a UEM tem uma defasagem de 305 profissionais que deixaram a instituição por causas diversas. “Este não é só um problema dos câmpus. Na sede também há a questão dos professores temporários. Os cursos mais novos daqui estão passando pelo mesmo problema que os cursos nas regionais”.
Sem asfalto e sem estrutura
Outra situação preocupante é a ausência de asfalto na área interna do câmpus em Cianorte, primeira unidade da UEM fora de Maringá, criada há 25 anos. “Além disso, os espaços entre os blocos, apesar de pequenos, não têm cobertura. Quem precisa ir ao banheiro em dias de chuva acaba se molhando”, conta Victor Hugo Davanço, presidente do Centro Acadêmico de Pedagogia.
De acordo com Bellino, os acadêmicos de seu curso, Design, aguardam há anos a construção de um bloco, cujo projeto já foi orçado (em R$ 400 mil) e aprovado, mas desacordos entre a universidade e a prefeitura estão atrasando as obras.
Para Lygia Valezi, a ausência de espaço físico no câmpus de Cianorte já alcançou níveis extremos. “Nós somos obrigados a ocupar salas em que alunos da escola estadual têm aula pela manhã. Nada contra o empréstimo, mas as carteiras são ergonomicamente desconfortáveis para muitos dos estudantes e impossíveis para aulas práticas como Desenho e Laboratório de Criação”.
Também há a questão da biblioteca, que conta com um espaço reduzido. Os estudantes alegam que não há mais lugar para comportar livros e outros materiais. O DCE informa que há um projeto para ampliação da biblioteca, mas que ainda não há orçamento ou previsão de gastos.
Quem quiser assistir o vídeo com a reportagem acesse o link
É ISSO AE PESSOAL!
4 comentários:
faltou:
a reportagem é de MARCUS AYRES, para a GAZETA MARINGÁ.
LINK: http://portal.rpc.com.br/jm/online/conteudo.phtml?id=1045915&tit=uem-cria-graduacoes-sem-resolver-problemas-dos-cursos-atuais
A verdade é que a Prefeitura de Cianorte está pouco se importando com os cursos. Eles tem mão de obra qualificada e barata para atuar nos setores têxteis e moda e em troca não precisam de nada.
A maioria dos universitários não tem voto nem no Paraná, quem dirá em Cianorte. Então...
Alguns dos problemas não são atuais então o pessoal deve rever o que já foi feito para tentar outros meios de conquistar algo.
Se quiserem ficar mais indignados, busquem pelo projeto inicial do campus de Cianorte. O que temos hoje é uma vergonha...
Abs
Isso me "anima" bastante,pois como pretendo cursar Design em Cianorte,fiquei muito "contente" !!
Esse país não tem jeito mesmo,o esquema aqui é investir nessas merdas de lavagem de dinheiro (futebol) e ficar posando de palhaço,como se Copa do Mundo e Olimpíadas fosse melhorar alguma coisa!
Mas também pudera,vocês querem melhorias no ensino,mas pagando esta "ninharia" de impostos que pagamos,vocês esperam o quê?¬¬
Afinal,o país não arrecada o suficiente para investir na educação!¬¬ [2]
Espero que explodam algum dia aquele bando de fdp em Brasília,pois quem tem culpa nesta merda toda são eles!!
iiiii futuro calouro! a vida é assim mesmo, só o que nao dá é pra se conformar. aproveita e vê os post mas antigos pra dar uma animada, pq o curso é legal sim, apesar dos pesares (aliás, pesares é o que mais tem por aí, né?)
prometo posts mais felizes e produtivos daqui em diante!
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